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8 regras de Jiu-Jitsu que você deve ter em mente

Roger Gracie, Ronaldo “Jacaré” Souza, Demian Maia e Rodolfo Vieira têm algo em comum. Além de serem lendas brasileiras da arte suave, esses atletas também se notabilizaram pelo respeito extremo às regras jiu jitsu. Não à toa, são referências mundiais para milhares de iniciantes e veteranos.

Neste post, preparamos um guia completo, tanto para os principiantes como para aqueles que já se estão se acostumando à prática desse apaixonante esporte. É importante notar que duas das principais federações, IBJJF e UAEJJF, adotam algumas normas diferentes, o que pode confundir alguns fãs. Sem mais demora, apresentaremos as regras mais importantes para os praticantes!

1. Conduta Jiu-Jitsu para principiantes

Se você ainda é um iniciante e está tomando coragem para finalmente pisar no tatame, é interessante conhecer algumas convenções para não fazer feio em seus primeiros treinos.

O Jiu-Jitsu exige respeito à hierarquia. Sendo assim, não mantenha conversas paralelas enquanto o instrutor estiver ensinando uma nova técnica ou movimento. Você terá muito tempo para socializar depois. No tatame, o que vale é prestar atenção e mostrar ao professor que você valoriza o seu trabalho e a arte suave.

Do mesmo modo, desligue os celulares antes de entrar no tatame. Os aparelhos não são bem-vindos durante o treinamento, já que o treino deve ser um período de concentração absoluta. Nada mais frustrante do que o toque ensurdecedor de um equipamento no meio de uma demonstração apurada.

Também retire os tênis antes de pisar no tatame. Além de desrespeitar a tradição, você ainda corre o risco de repassar infecções de pele aos seus colegas, já que pode ser o mesmo calçado que usa para ir e vir pelas ruas até a academia todos os dias.

Por fim, não seja aquele cara que chega atrasado de propósito para pular o aquecimento e ir direto para o combate — ou, na linguagem do Jiu-Jitsu, o “rola”. Você acaba demonstrando pouco compromisso e ainda perde explicações relevantes.

2. Normais gerais

Agora que você já conheceu normas relevantes para um principiante, podemos nos concentrar nas regras do Jiu-Jitsu profissional.

Primeiro, vamos conhecer aquelas mais gerais. As lutas são fiscalizadas por um árbitro e contam com uma mesa julgadora dos pontos — caso você seja iniciante, o seu professor será o árbitro dos seus treinos.

A duração de cada luta depende de vários fatores, como a idade dos atletas e o grau de faixa utilizado por cada um. Mais adiante no texto, veremos que as duas principais federações divergem em alguns pontos, como o próprio tempo de disputa.

Ao longo do combate, o participante ganha ou perde pontos de acordo com a sua performance. As punições podem acarretar a perda de 1 a 4 pontos, dependendo da gravidade do ato.

Do mesmo modo, as vantagens também variam: 2 pontos por queda, joelho na barriga do oponente ou raspagem; 3 pontos por passagem de guarda e 4 pela montada ou de pegada pelas costas.

O vencedor é aquele que obtém a maior soma final ou a finalização antecipada — quando ele consegue a rendição do adversário, sinalizada por tapinhas no corpo do oponente, no chão ou comunicação verbal.

3. Tempo de luta

Nas competições da IBJJF (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation), as lutas nas faixas marrom e preta, na categoria adulta, têm duração de oito e dez minutos, respectivamente. Já na UAEJJF (United Arab Emirates Jiu-Jitsu Federation), não passam de seis.

Segundo os organizadores, a redução tem como objetivo tornar os combates mais dinâmicos e emocionantes para o público, evitando as famosas “amarradas” — prática na qual um dos competidores encontra uma posição favorável, que lhe renda uma boa pontuação, e se mantém nela até o fim da luta.

4. Faltas graves

O Jiu-Jitsu é muito diferente do antigo vale-tudo. Assim, alguns movimentos são proibidos durante as competições. Podemos destacar algumas infrações significativas.

4.1. Pegada ilegal

É flagrada quando um atleta segura o kimono do adversário pela parte interna — ou seja, colocando a mão ou pé por dentro da peça do seu competidor.

4.2. Comunicação

O atleta não pode se comunicar em hipótese alguma com o árbitro da luta ou com os integrantes da mesa julgadora.

Além disso, a demora em obedecer ao árbitro quando ele ordena a um dos competidores para amarrar devidamente o kimono, ultrapassando os 20 segundos indicados, também é falha grave.

4.3. Falta de combate

Em lutas de MMA, é comum que certos competidores segurem atletas contra a grade ou debaixo de si, mas sem buscar a progressão nos movimentos. Isso também é proibido no Jiu-Jitsu, já que é necessário se movimentar ou buscar a finalização em um tempo maior do que 20 segundos.

4.4. Fuga da luta

Atletas que saem da área de combate e evitam se engajar na luta com o seu adversário também cometem infração.

5. Comandos verbais

A IBJJF é chefiada, atualmente, por Carlos Gracie Jr., um dos poucos praticantes do estilo que podem se orgulhar de vestir a faixa vermelha e branca. Como é comandada por um brasileiro, as competições organizadas pela IBJJF são pronunciadas em português.

Portanto, na próxima vez em que estiver assistindo a uma luta, não estranhe os gritos de “Parou!”, ou “Falta!” por parte dos árbitros. Já a UAEJFF adota comandos em inglês, como “Fight!” ou “Foul!”.

6. Faixas de identificação

As cores do kimono podem variar nas duas competições, mas na UAEJJF é adotada uma faixa vermelha por um dos dois lutadores. Já na organização comandada por Carlos Gracie Jr., temos o verde e amarelo. Essa faixa é utilizada para ajudar o árbitro nas marcações de pontos, punições e vantagens.

7. Categoria Absoluto

Mesmo os iniciantes na arte suave já ouviram falar das diversas categorias para dividir os atletas pelo peso. De modo geral, elas contam com nomes do tipo “pena”, “médio” ou “pesado”. Porém, existe uma subdivisão que não leva esse fator a sério.

É o caso da categoria conhecida como absoluto. Nela, os atletas não são divididos por uma faixa de peso específica, mas apenas pela graduação de faixa e idade. Isso é especialmente interessante porque leva um dos princípios do Jiu-Jitsu às últimas consequências: a capacidade de subjugar adversários bem mais fortes utilizando apenas a técnica.

Nessa categoria, competidores franzinos de 60 quilos podem enfrentar um adversário que ultrapassa os 100 — desde que estejam na mesma faixa etária. Essa divisão é bastante atrativa para os fãs, que conseguem assistir a verdadeiras batalhas no estilo Davi e Golias.

Mas o que isso tem a ver com as regras? Muita coisa. Isso porque a UAEJFF, ao contrário do que ocorre na IBJJF, removeu, em 2017, as disputas na categoria absoluto em seu principal campeonato, o World Pro. Segundo os organizadores, a intenção era garantir a integridade física dos atletas.

8. Atualização de regras

A IBJJF atualiza seu livro de regras com regularidade, modificando alguns artigos e incluindo novas determinações para preservar a integridade dos atletas. A última mudança geral, por exemplo, foi em 2 de julho de 2018 — e grande parte das federações acompanhou essas alterações.

Porém, a UAEEJF não só não acompanhou essas atualizações, como optou por manter as suas regras principais sem nenhuma modificação.

Como pudemos ver no artigo, as regras jiu-jitsu não são um bicho de sete cabeças. Basta apenas um pouco de boa vontade e atenção para entender bem as marcações do árbitro, seja em seu próprio treino, seja acompanhando algum grande campeonato mundial pela internet.

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